Água de piscina leitosa ou branca: causas e soluções
- Água leitosa = partículas minerais ou orgânicas em suspensão, finas demais para o filtro.
- Suspeitos principais: pH/alcalinidade desregulados com água calcária, pós-choque, filtração ultrapassada.
- Corrigir o equilíbrio da água primeiro, filtrar a seguir, clarificante/floculante se necessário.
- A app identifica a causa com um teste completo e calcula as correções para o teu tanque.
Uma água de piscina leitosa — esbranquiçada, opaca, como um véu de leite — assinala partículas em suspensão finas demais para o teu filtro. Três origens dominam: um desequilíbrio mineral (pH e alcalinidade demasiado altos numa água calcária, que fazem precipitar o carbonato de cálcio), as sequelas de uma cloração de choque, ou uma filtração ultrapassada. O remédio segue sempre a mesma ordem: testar, reequilibrar a química, filtrar durante muito tempo, e só depois ajudar o filtro com um clarificante ou floculante. As correções exatas dependem das tuas medições e do teu volume: é isso que a app CliniPool calcula.
Os três cenários clássicos
Cenário 1: a água calcária que precipita. Numa região de água dura, um pH que sobe acima de 7,6 e uma alcalinidade elevada bastam para transformar o cálcio dissolvido em microcristais brancos. A água fica leitosa, as paredes ficam ásperas, e o fenómeno alimenta-se a si próprio enquanto o equilíbrio não for corrigido. É a causa n.º 1 das águas leitosas persistentes.
Cenário 2: o pós-choque. Acabaste de tratar uma água verde? O branco é a sequência normal: são as algas mortas. A filtração em contínuo elimina-as em um a dois dias, um clarificante acelera.
Cenário 3: a filtração que já não acompanha. Tempo de filtração demasiado curto para a temperatura, areia gasta, cartucho cansado, ou velocidade de passagem demasiado alta: as partículas finas voltam para o tanque em vez de serem capturadas.
Como separar? Testa, não adivinhes
A cor por si só não chega: são precisos números. Um teste completo (pH, alcalinidade, dureza, desinfetante) aponta de imediato o cenário: dureza e pH altos → calcário; química correta mas água que não clareia → filtração; cloro muito alto depois de um tratamento → pós-choque.
O tratamento, pela ordem certa
1. Reequilibra primeiro o pH (e a alcalinidade se estiver em causa). Enquanto a água continuar « precipitante », filtrar não serve de nada: o calcário continua a formar-se. As quantidades de corretor dependem do teu volume e do desvio medido — a app calcula-as e guia-te.
2. Filtra durante muito tempo. Em contínuo até clarear, com lavagens quando a pressão subir.
3. Ajuda o filtro se necessário. Véu ainda presente após 48 h? Clarificante (filtro de cartucho) ou floculante (filtro de areia), nunca ao contrário. A app verifica a compatibilidade com a tua instalação.
4. Aspira o fundo depois da floculação: os aglomerados caídos no fundo aspiram-se devagar, idealmente em modo esgoto para não voltar a carregar o filtro.
5. Volta a testar e vigia. Se a causa era o calcário, mantém um olho no pH nas semanas seguintes: é ele o guardião do equilíbrio.
E para que não volte
Água dura + pH sem vigilância = recaída garantida. Um teste por foto semanal chega para ver o pH a derivar antes de a água embranquecer. A app avisa-te quando a tendência se degrada, e o seu plano de manutenção tem em conta a dureza da tua água.
Perguntas frequentes
Porque é que a minha água está leitosa depois de um choque?
O choque destrói algas e micro-organismos cujos resíduos embranquecem a água; com uma água dura, também pode precipitar calcário. A filtração contínua clarifica em 24-48 h.
A água leitosa é perigosa?
É sobretudo o sinal de um desequilíbrio. O risco imediato é a visibilidade (segurança dos banhistas). Se não se vê o fundo, não se toma banho.
O calcário pode tornar a água branca?
Sim: com uma água dura, um pH e uma alcalinidade demasiado altos fazem precipitar o calcário em finas partículas brancas. É A causa clássica de água leitosa persistente nas regiões calcárias.